Normas de Soldagem Industrial ASME e AWS: Aplicação
Quando aplicar ASME e quando aplicar AWS, como harmonizar com ABNT/ISO/NR-13 e garantir conformidade documental em projetos do Polo Industrial de Manaus.
- Aléxia Perrone|

- 08/07/2025 · Revisado e atualizado em 23/05/2026|
- 11 min de leitura
O Código ASME, como o BPVC Seção VIII Divisão 1, estabelece requisitos para vasos de pressão, enquanto a AWS, por meio de normas como a D1.1, define padrões para soldagem de estruturas metálicas. Ambos são cruciais para a integridade e segurança de equipamentos e estruturas industriais, garantindo a conformidade técnica em projetos de engenharia.
O Polo Industrial de Manaus (PIM) é um ecossistema fabril dinâmico, onde projetos de engenharia e fabricação enfrentam uma complexidade normativa crescente. Empresas multinacionais, fornecedores locais e órgãos reguladores impõem um arcabouço de códigos e padrões que, por vezes, se sobrepõem ou complementam. A compreensão precisa de quando aplicar normas como ASME, AWS, ABNT e NR é fundamental para a conformidade, segurança e sucesso de empreendimentos industriais na região.
Neste contexto, a expertise em soldagem industrial, conforme atestado pela Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), torna-se um diferencial estratégico. Este satélite técnico visa elucidar as aplicações específicas das normas de soldagem ASME e AWS, detalhando seus escopos e demonstrando como elas coexistem harmoniosamente em projetos que demandam alta performance e aderência a padrões globais e locais.
1. ASME: O Código Americano de Vasos de Pressão e Tubulações
O American Society of Mechanical Engineers (ASME) desenvolve um conjunto abrangente de códigos e padrões, sendo o Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC) e a série B31 de Tubulações de Pressão os mais proeminentes na indústria de petróleo, gás, refino e química. Esses documentos são fundamentais para garantir a segurança e a integridade de equipamentos que operam sob pressão, como vasos, trocadores de calor, caldeiras e sistemas de tubulação. A aplicação do ASME é frequentemente mandatória em projetos com clientes multinacionais, que exigem conformidade com padrões internacionais rigorosos.
A ASME BPVC Section IX:2025 – Welding, Brazing, and Fusing Qualifications é o pilar para a qualificação de procedimentos de soldagem e de desempenho de soldadores. Embora não seja um código de construção por si só, ela é referenciada por códigos de projeto como a ASME BPVC Section VIII Div. 1:2025 (para vasos de pressão) e a ASME B31.3:2024 (para tubulações de processo). A Section IX estabelece os requisitos para a elaboração de Welding Procedure Specifications (WPS), que detalham as variáveis de soldagem, e os Procedure Qualification Records (PQR), que registram os parâmetros reais utilizados nos testes de qualificação.
A estrutura da ASME BPVC Section IX:2025 é organizada em seções que abordam desde o escopo geral (QW-100) até a qualificação de procedimentos (QW-200) e de soldadores (QW-300). Em QW-200, são definidas as variáveis essenciais, suplementares essenciais e não essenciais para cada processo de soldagem, como SMAW, GTAW, GMAW, FCAW e SAW. Por exemplo, a mudança no P-Number do metal base ou no F-Number do consumível é considerada uma variável essencial para a qualificação de procedimento, conforme QW-256 para GTAW (a tabela QW-253 corresponde ao processo SMAW). A edição 2025, vigente desde 1º de janeiro de 2026 (sucedendo a edição 2023), consolida revisões importantes acumuladas nas últimas edições, como o restabelecimento de QW-409.4 e QW-410.9 como variáveis não essenciais para certos processos, impactando a elaboração de WPS.
Para a qualificação de soldadores, a QW-300 da ASME BPVC Section IX:2025 detalha os tipos de testes, que podem incluir ensaios mecânicos (tensão, dobramento) ou exames radiográficos, além de especificar as dimensões mínimas dos corpos de prova em QW-302. As tabelas em QW-452 fornecem os limites de espessura e diâmetro qualificados para os soldadores. É crucial que o fabricante ou contratado assuma a responsabilidade pela qualificação de WPS, PQR e soldadores, conforme QW-103, garantindo que os procedimentos e o pessoal estejam aptos a atender aos requisitos do código de construção aplicável.
A ASME B31.3:2024 – Process Piping é o código de referência para o projeto, fabricação, montagem, inspeção e teste de tubulações de processo. Este código abrange uma vasta gama de fluidos, incluindo produtos químicos, petróleo, gás, vapor e água, em temperaturas e pressões diversas. A B31.3:2024 estabelece requisitos para materiais, componentes, projeto, fabricação, montagem, inspeção, teste e ensaios não destrutivos (END), remetendo à Section IX para os aspectos de soldagem. A aplicação da ASME B31.3:2024 é comum em plantas industriais no PIM que processam substâncias químicas ou petroquímicas, onde a segurança e a confiabilidade das tubulações são críticas.

Alerta Crítico — Riscos da Não-Conformidade em Soldagem
Risco: Soldas sem WPS/PQR qualificados, soldadores sem AWS/ASME IX e ausência de END (RT, UT, PT) podem causar falhas estruturais catastróficas, vazamentos em vasos de pressão e responsabilidade civil/criminal do empregador em caso de acidente.
Solução Solutec AM: Procedimentos WPS/PQR qualificados conforme ASME IX, soldadores certificados pela AWS, inspeção END rastreável e dossiê técnico QA/QC completo garantem conformidade integral e defesa documental em fiscalizações.
2. AWS: O Padrão para Estruturas Soldadas em Aço
A American Welding Society (AWS) é reconhecida mundialmente por seus padrões e códigos que regem a soldagem de estruturas metálicas. Diferentemente do ASME, que foca em vasos de pressão e tubulações, a AWS se concentra na integridade estrutural de componentes soldados, abrangendo desde edificações e pontes até suportes e equipamentos industriais. A família de normas AWS D1 é a mais utilizada para este fim, com a AWS D1.1/D1.1M:2025 – Structural Welding Code – Steel sendo o principal documento para aços carbono.
A AWS D1.1:2025 abrange requisitos de projeto, qualificação de procedimento, qualificação de soldador, inspeção e critérios de aceitação para a fabricação e montagem de estruturas de aço soldadas. Uma característica distintiva da D1.1 é a possibilidade de pré-qualificação de WPS, que permite o uso de procedimentos de soldagem sem a necessidade de testes de qualificação completos, desde que atendam a parâmetros específicos e rigorosos definidos na norma. Este aspecto pode otimizar o tempo e os custos em projetos, desde que as condições de aplicação sejam estritamente observadas. A edição mais recente, AWS D1.1/D1.1M:2025, já está listada e traz atualizações como a reorganização da cláusula de PWHT (Post-Weld Heat Treatment) e ajustes em parâmetros de forno, sendo a referência para contratos que exigem a "edição vigente".
Além da D1.1 para aço carbono, a AWS oferece códigos especializados para outros materiais e aplicações. A AWS D1.6/D1.6M:2017 – Structural Welding Code – Stainless Steel aborda a soldagem de estruturas em aço inoxidável, essencial para indústrias química, alimentícia e farmacêutica, onde a resistência à corrosão é primordial. Esta norma considera as particularidades do inox, como maior dilatação térmica e sensibilidade à distorção. Para estruturas de alumínio, a AWS D1.2/D1.2M – Structural Welding Code – Aluminum estabelece requisitos específicos, focando no controle de limpeza de óxido e aporte térmico. A AWS D1.4/D1.4M – Structural Welding Code – Reinforcing Steel é dedicada à soldagem de aço de armadura (vergalhão), com requisitos mais restritivos devido à variabilidade metalúrgica.
A família de normas AWS A5 é crucial para a especificação de consumíveis de soldagem. Estas normas definem classificações para eletrodos, varetas e arames, garantindo que o material de adição possua as propriedades mecânicas e a composição química adequadas para o metal base e o processo de soldagem. Por exemplo, a AWS A5.1 especifica eletrodos para SMAW em aço carbono, como o E7018. A classificação "E7018" indica um eletrodo com resistência mínima à tração de 70 ksi (aproximadamente 490 MPa), adequado para diversas posições de soldagem e com um tipo específico de revestimento. A AWS A5.5 abrange eletrodos de baixa liga para SMAW, utilizados em aços de maior resistência. A escolha correta do consumível, guiada pelas normas AWS A5, é um fator determinante para a qualidade e desempenho da junta soldada.
Os símbolos de soldagem, padronizados pela AWS A2.4 – Standard Symbols for Welding, Brazing, and Nondestructive Examination, são uma linguagem universal na engenharia. Eles permitem que informações complexas sobre o tipo de junta, processo, dimensões e requisitos de inspeção sejam comunicadas de forma concisa em desenhos técnicos. A correta interpretação e aplicação desses símbolos são essenciais para a fabricação e montagem precisas de estruturas soldadas, minimizando erros e retrabalhos.

3. ABNT, ISO e NR: O Arcabouço Brasileiro
No Brasil, a soldagem industrial é regida por um conjunto de normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), padrões internacionais da International Organization for Standardization (ISO) e regulamentos governamentais, como as Normas Regulamentadoras (NRs). Esse arcabouço garante a segurança, a qualidade e a conformidade legal dos projetos, especialmente em regiões como o PIM, onde a legislação local é um fator determinante.
A ABNT NBR 14842:2015 – Critérios para qualificação e certificação de inspetores de soldagem estabelece os requisitos mínimos para a formação, experiência e conhecimento de inspetores de soldagem. Embora haja menções a uma revisão de 2019, a edição de 2003 permanece amplamente divulgada e utilizada como base para a qualificação de inspetores Nível 1, 2 e 3. Esta norma é frequentemente referenciada em contratos e programas de controle de qualidade, assegurando que as inspeções visuais e a aceitação de descontinuidades sejam realizadas por profissionais devidamente qualificados.
Para a qualificação de soldadores e operadores de soldagem, a ABNT NBR 16030 – Critérios para qualificação de soldadores e operadores de soldagem define os requisitos para a preparação, execução e ensaio de corpos de prova. Esta norma especifica os tipos de juntas, posições, espessuras e diâmetros qualificados, bem como os ensaios necessários (visual, radiográfico, dobramento, etc.). Ela serve como uma base nacional para a qualificação quando não se adota diretamente a ISO 9606-1 ou a ASME Section IX, sendo empregada em empresas de estrutura metálica, caldeiraria e manutenção industrial para padronizar e registrar as qualificações.
A ABNT NBR 15820 – Soldagem e técnicas conexas – Identificação dos processos e referências harmoniza a numeração e nomenclatura dos processos de soldagem com a classificação ISO (ex: 111 para SMAW, 135 para GMAW MAG). Esta norma é fundamental para a comunicação técnica e a integração com padrões internacionais, facilitando a elaboração de WPS e outros documentos de engenharia. A adoção da NBR 15820 alinha os procedimentos internos às designações numéricas da ISO 4063, otimizando a interoperabilidade com fornecedores globais.
No âmbito internacional, as normas ISO desempenham um papel crescente. A ISO 3834-2:2021 – Requisitos de qualidade para soldagem por fusão de materiais metálicos – Parte 2: Requisitos de qualidade abrangentes é um sistema de gestão da qualidade específico para soldagem. Ela estabelece critérios para o controle de todas as etapas do processo de soldagem, desde a revisão de contrato até a inspeção final, garantindo a qualidade e a rastreabilidade. A certificação ISO 3834-2 é um diferencial competitivo, demonstrando a capacidade da empresa de produzir soldas de alta qualidade de forma consistente.
A ISO 15614-1:2017+A1:2019 – Especificação e qualificação de procedimentos de soldagem para materiais metálicos – Teste de procedimento de soldagem – Parte 1: Soldagem a arco e a gás de aços e soldagem a arco de níquel e ligas de níquel é a norma internacional para qualificação de procedimentos de soldagem. Ela é frequentemente espelhada pela ABNT NBR ISO 15614-1:2017. Para a qualificação de soldadores, a ISO 9606-1:2017 – Teste de qualificação de soldadores – Soldagem por fusão – Parte 1: Aços é a referência global, também espelhada pela ABNT NBR ISO 9606-1:2017. Essas normas garantem que os procedimentos e os soldadores atendam a requisitos de desempenho e qualidade reconhecidos internacionalmente.
Finalmente, a NR-13 – Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos de Armazenamento é uma Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, de cumprimento obrigatório no Brasil. Ela estabelece requisitos mínimos para a gestão da integridade estrutural de equipamentos que operam sob pressão, incluindo aspectos de projeto, fabricação, montagem, inspeção e manutenção. A NR-13 exige a qualificação de procedimentos de soldagem e de soldadores conforme códigos reconhecidos (como ASME Section IX ou ISO 15614-1/9606-1) e a emissão de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) por profissionais habilitados pelo CREA, como a Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), para garantir a segurança e a conformidade legal dos equipamentos.

4. Como ASME e AWS Coexistem em Projetos do Polo Industrial de Manaus
A realidade dos projetos industriais no Polo Industrial de Manaus (PIM) é a coexistência de múltiplas normas, refletindo a natureza globalizada da indústria e as exigências regulatórias locais. Um cenário comum envolve um cliente multinacional que especifica normas ASME para vasos de pressão e tubulações (ASME B31.3:2024, ASME BPVC Section VIII Div.1:2025, ASME BPVC Section IX:2025), enquanto o fornecedor brasileiro utiliza AWS D1.1:2025 (ou a futura D1.1:2025) para estruturas metálicas e deve cumprir a NR-13 e as normas ABNT. A harmonização dessas normas é essencial para o sucesso do projeto.
A hierarquia de normas é um conceito fundamental para gerenciar essa complexidade. Em geral, a legislação e os regulamentos (como a NR-13) prevalecem sobre qualquer norma técnica ou cláusula contratual. Em seguida, vêm o contrato e as especificações do cliente, que podem impor normas de referência e fixar níveis de aceitação (ex: ISO 5817:2023 nível B para critérios de aceitação de descontinuidades). As normas técnicas (ASME, AWS, ABNT, ISO) são utilizadas como referência e "código de prática". Em caso de conflito entre normas, o que estiver explícito no contrato, nas especificações de projeto ou no Plano da Qualidade/ITP (Plano de Inspeção e Testes) deve prevalecer. Procedimentos internos e WPS/PQR devem ser coerentes com essa hierarquia.
Um exemplo prático de coexistência é um projeto que envolve um sistema de tubulação de processo (regido por ASME B31.3:2024 e qualificado por ASME BPVC Section IX:2025) montado sobre uma estrutura de suporte metálica (projetada e fabricada conforme AWS D1.1:2025). Neste caso, as soldas das tubulações seguirão os requisitos da ASME Section IX, enquanto as soldas da estrutura metálica seguirão a AWS D1.1. A interface entre os dois sistemas, como a fixação da tubulação à estrutura, deve ser cuidadosamente planejada para garantir a conformidade com ambas as normas e a segurança global do sistema.
Instrumentos como o "Project Specification Hierarchy" e a "Normative Conflicts Matrix" são ferramentas valiosas para fixar e gerenciar a hierarquia de documentos. O primeiro é uma tabela que organiza os documentos em níveis (Tier 1 para regulamentos, Tier 2 para contratos, Tier 3 para normas e Tier 4 para procedimentos). O segundo é uma matriz que, para cada assunto técnico (projeto, qualificação de soldador, END, critérios de aceitação), define qual norma prevalece em caso de divergência. A adoção dessas ferramentas, com a supervisão de profissionais como a Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), minimiza ambiguidades e garante a aplicação consistente dos requisitos.
A integração de normas ISO, como a ISO 15614-1:2017 para qualificação de procedimentos e a ISO 9606-1:2017 para qualificação de soldadores, é cada vez mais comum. Muitas empresas no PIM buscam a certificação ISO 3834-2:2021 para demonstrar um sistema de gestão da qualidade robusto para soldagem, o que facilita a aceitação de seus produtos e serviços em mercados internacionais. A ABNT, por sua vez, frequentemente espelha as normas ISO, tornando-as acessíveis e aplicáveis no contexto brasileiro. A ABNT NBR 13.623:2018, por exemplo, trata da qualificação de procedimentos de soldagem para vasos de pressão, complementando os requisitos da NR-13.
A conformidade com a NR-13 é inegociável para caldeiras, vasos de pressão e tubulações no Brasil. Esta norma exige que os procedimentos de soldagem e os soldadores sejam qualificados por códigos reconhecidos e que a documentação técnica seja assinada por um Profissional Habilitado (PH), com registro no CREA. Este aspecto garante que, independentemente das normas internacionais adotadas, os requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho sejam atendidos. A harmonização eficaz das normas não é apenas uma questão técnica, mas também legal e contratual, exigindo uma abordagem integrada e multidisciplinar.

A Solutec AM atende toda a Amazônia Legal a partir de sua base em Manaus, com mobilização rápida para Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Humaitá e Porto Velho. Cada operação de soldagem é executada com ART CREA-AM emitida por engenheiro habilitado e dossiê técnico QA/QC completo, garantindo conformidade normativa em qualquer localidade da região.
Normas Técnicas Aplicáveis
- ABNT NBR 14842:2015 — Eletrodos revestidos de aço-carbono e aço de baixa liga
- ASME IX:2025 — Welding and Brazing Qualifications
- AWS D1.1:2025 — Structural Welding Code - Steel
- AWS D1.6:2017 — Structural Welding Code - Stainless Steel
- NR-13 — Caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos
Tabela: Hierarquia Normativa em Soldagem Industrial
| Categoria | Norma de Referência | Aplicação Solutec AM |
|---|---|---|
| Regulatória (Brasil) | NR-12, NR-13, NR-18, NR-34 | ART CREA-AM obrigatória; auditoria MTE |
| Soldagem Estrutural | AWS D1.1, AWS D1.6, ABNT NBR 8800 | Estruturas metálicas, conexões |
| Vasos de Pressão | ASME VIII, ASME IX, ASME V | Qualificação WPS/PQR; END |
| Inspeção e Qualidade | ISO 9712, ISO 9001, API 510/570 | Certificação inspetores END |
5. Por Que Confiar na Solutec AM para Conformidade ASME e AWS
A gestão da soldagem industrial no Polo Industrial de Manaus exige uma compreensão aprofundada e a aplicação estratégica das normas ASME, AWS, ABNT e NR. A Solutec AM, com sua expertise e o respaldo de profissionais como a Eng. Aléxia Perrone (CREA-AM 36950AM), oferece soluções para navegar por este cenário complexo, garantindo a conformidade, segurança e qualidade em projetos que demandam a excelência em soldagem.
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre normas soldagem industrial asme aws
P:Qual a diferença entre ASME e AWS na soldagem industrial?
ASME (American Society of Mechanical Engineers) foca em códigos de vasos de pressão, tubulações e equipamentos mecânicos, com a Section IX dedicada à qualificação de soldagem. AWS (American Welding Society) é especializada em normas de soldagem, abrangendo desde códigos estruturais (como AWS D1.1 para aço) até especificações de consumíveis (família AWS A5).\n\nASME Section IX (ex: ASME BPVC.IX-2023) é um padrão de qualificação que define os requisitos para qualificar procedimentos de soldagem (WPS/PQR) e soldadores (WPQ), sendo referenciada por códigos de construção como ASME B31.3 (Process Piping) ou ASME Section VIII Div. 1 (Pressure Vessels). Já a AWS D1.1/D1.1M:2025 (Structural Welding Code – Steel) é um código de construção completo para estruturas de aço soldadas, que inclui requisitos de projeto, qualificação, inspeção e aceitação, podendo inclusive permitir pré-qualificação de WPS.\n\nNa Zona Franca de Manaus (ZFM) e Amazônia Legal, projetos de infraestrutura e plantas industriais frequentemente utilizam ASME para equipamentos de processo e tubulações, e AWS D1.1 para estruturas metálicas de suporte ou edificações. A não conformidade com a norma especificada em contrato pode resultar em rejeição de componentes, retrabalho, atrasos no cronograma e penalidades contratuais, além de comprometer a segurança operacional da instalação.
P:Quando aplicar ASME Section IX e quando aplicar AWS D1.1?
ASME Section IX é aplicada para qualificar procedimentos e soldadores em fabricação e montagem de vasos de pressão, tubulações de processo e equipamentos mecânicos, conforme exigido por códigos de construção ASME como B31.3 ou Section VIII. AWS D1.1 é aplicada na fabricação e montagem de estruturas de aço soldadas, como edifícios, pontes e suportes estruturais.\n\nASME Section IX (ex: ASME BPVC.IX-2023) é um documento de qualificação que estabelece as regras para a elaboração de um WPS (Welding Procedure Specification) e a qualificação de soldadores, mas não é um código de construção. O código de construção (ex: ASME B31.3:2024) é que define quando e como a Section IX deve ser utilizada. Por outro lado, AWS D1.1/D1.1M:2025 (Structural Welding Code – Steel) é um código de construção abrangente que engloba projeto, qualificação de soldagem, fabricação e inspeção de estruturas de aço, sendo autossuficiente para a maioria das aplicações estruturais.\n\nEm projetos do Polo Industrial de Manaus (PIM), uma planta industrial pode ter vasos de pressão e tubulações projetados sob ASME B31.3, exigindo qualificação de soldagem conforme ASME Section IX, enquanto as estruturas de suporte para esses equipamentos e edificações industriais seriam projetadas e soldadas conforme AWS D1.1. A aplicação incorreta da norma pode levar a falhas estruturais ou de equipamentos, com riscos de acidentes, interrupção da produção e responsabilidades legais para o fabricante ou montador.
P:WPS qualificado pela AWS pode ser usado em projeto ASME?
Não diretamente. Um WPS (Welding Procedure Specification) qualificado exclusivamente pela AWS (ex: AWS D1.1) não é automaticamente aceito para projetos que exigem qualificação conforme ASME Section IX, pois as variáveis essenciais e requisitos de ensaio podem divergir.\n\nASME Section IX (ex: ASME BPVC.IX-2023) possui um conjunto específico de variáveis essenciais, suplementares essenciais e não essenciais (QW-250) que devem ser registradas no PQR (Procedure Qualification Record) e no WPS. Embora existam similaridades, as qualificações da AWS D1.1 (ex: D1.1/D1.1M:2025) podem não cobrir todas as variáveis ou os requisitos de ensaio mecânico exigidos pela ASME para o escopo específico do projeto (ex: tenacidade para serviços de baixa temperatura). A pré-qualificação de WPS, comum na AWS D1.1, não tem um equivalente direto na ASME Section IX, que sempre exige um PQR para qualificar um WPS.\n\nEm projetos na Amazônia Legal, especialmente aqueles com requisitos de clientes multinacionais, é comum a exigência de qualificação de WPS e soldadores estritamente conforme ASME Section IX para equipamentos de processo. Tentar usar um WPS qualificado apenas pela AWS pode resultar na rejeição do procedimento pelo inspetor ou cliente, exigindo uma nova qualificação completa, o que acarreta custos adicionais, atrasos e potencial perda de credibilidade do fornecedor.
Resumo Estratégico
A coexistência das normas ASME e AWS é vital para a indústria, com a ASME BPVC Seção IX regulamentando qualificações de soldadores e procedimentos, e a AWS D1.1 estabelecendo critérios para estruturas soldadas de aço. A ABNT NBR 14847 complementa este arcabouço, garantindo a segurança e a qualidade em processos de fabricação e montagem, especialmente em ambientes industriais complexos.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Rigor técnico e conformidade normativa: a base para a segurança e a eficiência industrial.
Solutec AM — Engenharia Industrial na Amazônia Legal
Há mais de 12 anos atendemos indústrias, fábricas e obras no Polo Industrial de Manaus e em toda a Amazônia Legal com impermeabilização, inspeção, ensaios não destrutivos e manutenção industrial. Todas as nossas soluções incluem ART emitida por engenheiros CREA-AM e dossiê técnico QA/QC completo.













