Qualificação de Soldadores AWS e ASME: Posições no PIM
WPQ conforme ASME Section IX QW-322, diferenças AWS D1.1 vs ISO 9606-1, posição 6G e custos de qualificação no PIM.
- Aléxia Perrone|

- 24/07/2025 · Revisado e atualizado em 23/05/2026|
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A qualificação de soldadores conforme ASME BPVC Section IX:2025 e AWS D1.1:2025 é obrigatória em projetos industriais no PIM. A posição 6G qualifica todas as demais posições. Conforme QW-322, a qualificação ASME expira após 6 meses sem soldar o processo. Custo por soldador: R$ 2.000 a R$ 8.000.
1. Qualificação de Soldadores Conforme AWS e ASME: Posições, Validade e Custos no PIM
A qualificação de soldadores é um processo fundamental para garantir a integridade e a segurança de estruturas e equipamentos soldados. No Polo Industrial de Manaus (PIM), onde a demanda por projetos de alta complexidade é constante, a conformidade com normas internacionais como ASME e AWS é crucial. Este artigo aborda os requisitos dessas normas, as posições de soldagem mais exigentes, a validade das qualificações e os custos envolvidos.
A compreensão detalhada das especificações normativas, como as estabelecidas pela ASME Section IX e AWS D1.1, é indispensável para empresas e profissionais. A correta aplicação dessas diretrizes não apenas assegura a qualidade da solda, mas também mitiga riscos operacionais e legais. A gestão eficiente das qualificações de soldadores é um pilar para a excelência na fabricação e montagem industrial.

Alerta Crítico — Riscos da Não-Conformidade em Soldagem
Risco: Soldas sem WPS/PQR qualificados, soldadores sem AWS/ASME IX e ausência de END (RT, UT, PT) podem causar falhas estruturais catastróficas, vazamentos em vasos de pressão e responsabilidade civil/criminal do empregador em caso de acidente.
Solução Solutec AM: Procedimentos WPS/PQR qualificados conforme ASME IX, soldadores certificados pela AWS, inspeção END rastreável e dossiê técnico QA/QC completo garantem conformidade integral e defesa documental em fiscalizações.
2. ASME Section IX: WPQ, Variáveis Essenciais e a Regra dos 6 Meses
A ASME Boiler and Pressure Vessel Code (BPVC) Section IX é a norma de referência para a qualificação de procedimentos de soldagem (WPS/PQR) e de soldadores (WPQ) em caldeiras, vasos de pressão e tubulações. O principal objetivo da Welder Performance Qualification (WPQ), conforme QW-300.1, é verificar a habilidade do soldador em produzir uma junta aceitável, seguindo os critérios de ensaio especificados. É importante notar que a WPQ não avalia as propriedades mecânicas do procedimento, que são verificadas na qualificação do procedimento de soldagem (PQR).
A responsabilidade pela qualificação e manutenção dos registros de WPQ recai sobre o empregador, conforme QW-300.2 e QW-300.3. Se um soldador muda de empresa, uma nova qualificação é geralmente exigida, a menos que códigos ou contratos específicos permitam o contrário. A qualificação é baseada na execução de um corpo de prova soldado de acordo com um WPS qualificado ou pré-qualificado, seguido por ensaios de aceitação, como dobramento, radiografia ou fratura.
Os ensaios de aceitação são detalhados em QW-301.2 e QW-302. Para juntas de topo, são comumente exigidos dois a quatro corpos de prova de dobramento (face/root bend ou side bend), dependendo da espessura. Uma alternativa para o teste de desempenho é o exame volumétrico, como radiografia (RT) ou ultrassom (UT), quando permitido pela seção de construção aplicável. Os critérios de aceitação para esses ensaios são definidos em QW-163 e QW-191.
As variáveis essenciais para a qualificação de soldadores, que definem o escopo da qualificação, são regidas pelos artigos QW-310/320 e tabelas QW-452 e QW-461. Essas variáveis incluem o processo de soldagem, posição, espessura e diâmetro. Qualquer alteração nessas variáveis além dos limites permitidos pode exigir uma nova qualificação. A documentação da WPQ deve registrar o número do WPS, material base, processo, posição, espessura e diâmetro, utilizando formulários como o QW-484A.
Um aspecto crucial da ASME Section IX é a regra de continuidade estabelecida em QW-322. Embora não haja um prazo de validade fixo, a qualificação caduca se o soldador não praticar o processo para o qual foi qualificado por um período superior a seis meses. Para manter a qualificação, o empregador deve documentar a cada seis meses que o soldador executou soldagens dentro do escopo de sua qualificação. Essa prática é amplamente adotada no PIM, onde a continuidade é monitorada através de registros de soldagem em ordens de serviço ou linhas de produção.
3. AWS D1.1 e ISO 9606-1: Diferenças na Qualificação de Soldadores
A AWS D1.1/D1.1M:2025, o Código de Soldagem Estrutural – Aço, é amplamente utilizada na qualificação de soldadores para estruturas metálicas. Diferentemente da ASME Section IX, a AWS D1.1 não utiliza o termo "PQR", mas trata da "Welding Procedure Qualification". A norma exige que todo trabalho de soldagem seja executado conforme um WPS qualificado ou pré-qualificado, conforme Cláusulas 4 e 5. A responsabilidade pela qualificação dos soldadores e operadores recai sobre o fabricante ou empreiteiro, que deve manter registros formais (Welder Qualification Test Record – WQTR).
A Cláusula 6 da AWS D1.1 detalha as formas de ensaio, incluindo corpos de prova de chapa e tubo, soldas de topo e ângulo, e diversas posições. Os ensaios podem ser destrutivos (dobramento, tração, macro) ou não destrutivos (VT, PT, MT, UT, RT). A Tabela 6.10 da AWS D1.1 lista as variáveis essenciais para a qualificação de soldadores. Alterações nessas variáveis, como processo de soldagem, tipo de corrente, espessura qualificada, posição de soldagem, tipo de junta ou metal de base, exigem uma nova qualificação.
Uma diferença significativa entre AWS D1.1 e ASME Section IX reside na validade da qualificação. A AWS D1.1:2025 não estabelece uma requalificação periódica obrigatória por tempo, ao contrário da "regra dos 6 meses" da ASME IX. A qualificação de um soldador sob AWS D1.1 permanece válida indefinidamente, desde que o soldador continue a executar soldagens dentro do escopo de sua qualificação e não haja uma razão específica para duvidar de sua habilidade, como uma falha em uma junta de produção.
A ISO 9606-1:2017, Qualificação de Soldadores – Materiais Metálicos – Parte 1: Aço, é outra norma internacional relevante. No Brasil, a ABNT NBR ISO 9606-1:2017 é a adoção nacional. Esta norma também especifica as variáveis essenciais e as condições de teste para a qualificação de soldadores. A validade da qualificação pela ISO 9606-1 é geralmente de três anos, desde que haja evidência de continuidade da prática do soldador a cada seis meses, ou de dois anos se não houver essa comprovação.
A SNQC/ABENDI (Sistema Nacional de Qualificação e Certificação da ABENDI) é o organismo brasileiro que certifica soldadores e inspetores, alinhando-se com as normas ISO e ABNT. A certificação da SNQC/ABENDI é reconhecida nacionalmente e segue critérios rigorosos para garantir a competência dos profissionais. A escolha entre AWS, ASME ou ISO/ABNT para qualificação depende do código de construção aplicável ao projeto e dos requisitos contratuais, sendo comum no PIM a exigência de qualificações conforme ASME para vasos e tubulações, e AWS para estruturas.

4. Posição 6G: Por Que é a Mais Exigente e a Mais Valorizada
As posições de soldagem são classificadas para padronizar os testes de qualificação e definir o escopo de habilidade de um soldador. No Brasil, a ABNT NBR ISO 6947:2019 é a referência principal, correlacionando as designações ISO (PA, PB, PC, PD, PE, PF, PG) com as designações AWS/ASME (1G, 2G, 3G, 4G, 5G, 6G). Enquanto as posições para chapa (1G, 2G, 3G, 4G) são desafiadoras, as posições para tubo (1G, 2G, 5G, 6G) são frequentemente mais complexas devido à geometria tridimensional e à necessidade de soldar em múltiplas orientações.
A posição 1G em chapa (PA na ISO 6947) é a mais fácil, com a solda sendo executada na face superior da chapa, aproveitando a gravidade. A 2G em chapa (PC) envolve soldar em uma junta horizontal com a chapa vertical, exigindo controle da poça de fusão. A 3G em chapa (PF ascendente ou PG descendente) é a posição vertical, comum em estruturas metálicas. A 4G em chapa (PE) é a posição sobre-cabeça, considerada difícil devido ao trabalho contra a gravidade e ao maior risco de descontinuidades.
Para tubos, a posição 1G (tubo em posição plana, rotacionado) permite que o soldador mantenha a tocha em uma posição fixa enquanto o tubo gira, sempre soldando na posição plana. A 2G (tubo vertical, solda horizontal, tubo fixo) exige que o soldador solde ao redor do perímetro de um tubo vertical. A 5G (tubo horizontal, fixo) é significativamente mais difícil, pois o soldador precisa executar soldas nas posições plana, vertical e sobre-cabeça ao longo da mesma junta, sem rotação do tubo.
A posição 6G (tubo inclinado 45°, fixo) é amplamente reconhecida como a mais exigente e, consequentemente, a mais valorizada na qualificação de soldadores. Nesta posição, o tubo é fixado em um ângulo de 45 graus, e o soldador deve executar a solda ao redor de toda a circunferência sem rotação. Este aspecto significa que o soldador precisa dominar todas as posições fundamentais (plana, horizontal, vertical e sobre-cabeça) em uma única junta, adaptando-se continuamente às mudanças de orientação.
A qualificação na posição 6G geralmente qualifica o soldador para soldar em todas as posições de chapa (1G, 2G, 3G, 4G) e tubo (1G, 2G, 5G), dependendo das especificações do código (ASME Section IX QW-461.9, AWS B2.1/B2.1M). Essa abrangência torna o soldador 6G um profissional altamente versátil e procurado, especialmente em indústrias como óleo e gás, petroquímica e naval, onde tubulações complexas são comuns. A dificuldade técnica da 6G reside na necessidade de manter um controle preciso do arco e da poça de fusão em condições gravitacionais variáveis, exigindo alta destreza e experiência.
5. Custos, Gestão de Qualificações e Escassez de Soldadores no PIM
A gestão de qualificações de soldadores no Polo Industrial de Manaus (PIM) é um desafio que envolve a conciliação de requisitos de códigos internacionais (ASME, AWS, ISO) com as normas regulamentadoras brasileiras (NRs). A NR-13, por exemplo, exige que inspeções, reparos e alterações em caldeiras, vasos de pressão e tubulações sejam executados por profissionais qualificados, sob a responsabilidade de um profissional legalmente habilitado. Essa complexidade demanda um sistema robusto de controle e rastreabilidade.
Os custos associados à qualificação de soldadores podem variar significativamente. Um teste de qualificação para a posição 6G, por exemplo, pode custar entre R$ 800 e R$ 2.500 por soldador, dependendo do processo de soldagem (SMAW, GTAW, GMAW), do material (aço carbono, aço inoxidável) e do laboratório de ensaios. Esses valores incluem o material do corpo de prova, consumíveis, mão de obra do inspetor de soldagem e os ensaios destrutivos (dobramento, tração) ou não destrutivos (radiografia, ultrassom). Além dos custos diretos dos testes, há os custos indiretos com treinamento, tempo de inatividade do soldador e a gestão administrativa dos registros.
A gestão eficiente das qualificações é crucial para evitar a perda de validade e a necessidade de requalificações desnecessárias. Empresas no PIM têm migrado de planilhas e pastas físicas para softwares especializados de gestão de soldagem, como WeldOffice, WPS America ou módulos equivalentes de Weld Management. Essas ferramentas permitem o cadastro de WPS, PQR e WPQ, o controle de validade e continuidade (com alertas automáticos para a regra dos 6 meses da ASME IX QW-322), e o rastreamento da qualificação por junta de produção. Um cadastro individual de soldador deve incluir o número de registro interno, processos qualificados, materiais, espessuras, diâmetros, posições, datas dos testes e relatórios de exames.
A escassez de soldadores qualificados, especialmente nas posições mais exigentes como a 6G, é uma realidade no PIM. A demanda por profissionais com certificações internacionais e experiência em processos específicos supera a oferta. Essa escassez eleva os custos de contratação e a rotatividade de pessoal, impactando a produtividade e a qualidade dos projetos. A falta de programas de formação técnica adequados e a desvalorização da profissão contribuem para esse cenário.
Para mitigar essa escassez, algumas empresas investem em programas internos de treinamento e qualificação, buscando desenvolver talentos e reter profissionais. A colaboração com instituições de ensino técnico e centros de treinamento, como o SENAI, é fundamental para formar novos soldadores e requalificar os existentes. A implementação de tecnologias de soldagem avançadas e a automação também podem ajudar a otimizar o uso da mão de obra qualificada disponível, focando os soldadores mais experientes em tarefas de maior complexidade.

6. Conclusão
A qualificação de soldadores conforme as normas AWS e ASME é um pilar essencial para a indústria no Polo Industrial de Manaus. A compreensão aprofundada dos requisitos normativos, das variáveis essenciais e dos critérios de validade é indispensável para garantir a qualidade e a segurança das operações. A posição 6G, por sua complexidade, destaca-se como um diferencial competitivo para os profissionais e um desafio para a gestão de recursos humanos.
Os custos envolvidos na qualificação, somados à escassez de mão de obra especializada, exigem das empresas uma gestão estratégica e eficiente. A adoção de softwares de gestão de qualificações e o investimento em programas de treinamento são medidas cruciais para otimizar os recursos e assegurar a conformidade. Ao priorizar a qualificação contínua e a valorização dos soldadores, o PIM pode fortalecer sua capacidade produtiva e manter sua competitividade no cenário industrial.

A Solutec AM atende toda a Amazônia Legal a partir de sua base em Manaus, com mobilização rápida para Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Humaitá e Porto Velho. Cada operação de soldagem é executada com ART CREA-AM emitida por engenheiro habilitado e dossiê técnico QA/QC completo, garantindo conformidade normativa em qualquer localidade da região.
Normas Técnicas Aplicáveis
- ASME IX:2025 — Welding and Brazing Qualifications
- AWS D1.1:2025 — Structural Welding Code - Steel
- NR-13 — Caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos
Tabela: Hierarquia Normativa em Soldagem Industrial
| Categoria | Norma de Referência | Aplicação Solutec AM |
|---|---|---|
| Regulatória (Brasil) | NR-12, NR-13, NR-18, NR-34 | ART CREA-AM obrigatória; auditoria MTE |
| Soldagem Estrutural | AWS D1.1, AWS D1.6, ABNT NBR 8800 | Estruturas metálicas, conexões |
| Vasos de Pressão | ASME VIII, ASME IX, ASME V | Qualificação WPS/PQR; END |
| Inspeção e Qualidade | ISO 9712, ISO 9001, API 510/570 | Certificação inspetores END |
7. Por Que Confiar na Solutec AM para Qualificação de Soldadores
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre qualificacao soldadores aws asme pim
P:Qual a diferença entre qualificação de soldador ASME e AWS?
As qualificações de soldador ASME e AWS, embora ambas visem atestar a habilidade do soldador, operam sob filosofias e escopos ligeiramente distintos, refletindo as aplicações para as quais foram desenvolvidas. A ASME (American Society of Mechanical Engineers), especialmente através de sua Seção IX do Código de Caldeiras e Vasos de Pressão (BPVC), foca na qualificação de soldadores para equipamentos sob pressão, como vasos, caldeiras e tubulações de processo. Seu objetivo principal é garantir a integridade e segurança desses equipamentos, que operam sob condições críticas de pressão e temperatura. A qualificação ASME é baseada na habilidade do soldador em seguir um Procedimento de Soldagem (WPS) qualificado e produzir uma junta com propriedades mecânicas e integridade aceitáveis, conforme ensaios de dobramento, radiografia ou ultrassom. Uma característica notável da ASME é a regra de continuidade, que exige que o soldador execute soldagens dentro do escopo de sua qualificação a cada seis meses para manter a validade, caso contrário, a qualificação caduca. A responsabilidade pela qualificação e manutenção dos registros é sempre do empregador, e a qualificação não é transferível entre empresas sem nova avaliação.\n\nPor outro lado, a AWS (American Welding Society), com códigos como o AWS D1.1 (Structural Welding Code – Steel), concentra-se na qualificação de soldadores para estruturas metálicas, pontes, edifícios e outras construções civis e industriais que não necessariamente operam sob pressão. A AWS também exige que o soldador demonstre habilidade em seguir um WPS qualificado ou pré-qualificado, e os ensaios podem incluir dobramento, tração, macrografia e exames não destrutivos. Uma diferença fundamental em relação à ASME é que a AWS D1.1 não estabelece uma regra de requalificação periódica automática baseada em tempo (como a regra dos 6 meses). A qualificação AWS permanece válida indefinidamente, desde que o soldador não tenha uma interrupção de seis meses ou mais na soldagem de um determinado processo, ou que não haja uma razão específica para questionar sua habilidade, como falha em soldas de produção. Ambas as normas são amplamente reconhecidas globalmente, mas a escolha entre elas depende do tipo de projeto e dos requisitos contratuais específicos.
P:A qualificação de soldador ASME expira? De quanto em quanto tempo?
A qualificação de soldador ASME, regida principalmente pela Seção IX do Código de Caldeiras e Vasos de Pressão (BPVC), não possui um prazo de validade fixo e predefinido, como 6 meses ou 1 ano, no sentido de uma expiração automática. Em vez disso, a ASME IX adota o conceito de 'continuidade' da qualificação, conforme detalhado na cláusula QW-322.1. Isso significa que a qualificação de um soldador permanece válida indefinidamente, desde que o soldador demonstre que continuou a soldar com o processo para o qual foi qualificado, sem interrupção por um período superior a seis meses. Se o soldador não realizar soldagens com o processo qualificado por mais de seis meses, sua qualificação para aquele processo específico é suspensa e ele precisará ser requalificado.\n\nA comprovação dessa continuidade é de responsabilidade do empregador. Geralmente, as empresas mantêm um registro de continuidade (continuity log) onde documentam, a cada seis meses, que o soldador executou soldagens de produção dentro do escopo de sua qualificação. Este registro deve incluir informações como o processo de soldagem utilizado, a data da soldagem e a identificação do projeto ou ordem de serviço. A ausência desse registro ou a falta de atividade de soldagem por mais de seis meses leva à caducidade da qualificação.\n\nÉ importante notar que, mesmo com a continuidade, alguns códigos de construção ou requisitos contratuais específicos podem exigir testes de requalificação periódicos (por exemplo, a cada 2 ou 3 anos) como uma medida adicional de garantia de qualidade, mas isso não é uma exigência direta da ASME IX para a validade da qualificação em si. A ASME IX foca na habilidade contínua do soldador, e não em um prazo fixo de expiração.
P:Por que a posição 6G qualifica todas as outras posições de soldagem?
A posição de soldagem 6G é amplamente reconhecida na indústria como a mais desafiadora e, consequentemente, a que confere a maior abrangência de qualificação para um soldador. Ela envolve a soldagem de um tubo inclinado a 45 graus em relação ao plano horizontal, sem rotação. Isso significa que o soldador precisa executar a solda em todas as orientações possíveis ao redor da circunferência do tubo: desde a posição sobre-cabeça (similar a 4G em chapa ou parte da 5G em tubo), passando pela vertical ascendente e descendente (similar a 3G em chapa ou parte da 5G), até a horizontal (similar a 2G em chapa ou parte da 5G), e até mesmo a plana (similar a 1G em chapa ou parte da 5G). Em essência, a posição 6G exige que o soldador domine o controle da poça de fusão e a manipulação do eletrodo ou tocha em todas as posições fundamentais.\n\nEssa complexidade se traduz em uma qualificação abrangente porque, ao demonstrar proficiência na 6G, o soldador prova sua capacidade de lidar com os desafios impostos pela gravidade em diferentes ângulos. Por exemplo, em uma solda sobre-cabeça, a gravidade tende a fazer o metal fundido escorrer, exigindo técnica para manter a poça. Em uma solda vertical, o soldador precisa controlar o avanço para evitar o acúmulo excessivo de metal. Ao dominar a 6G, o soldador já superou esses desafios em um cenário combinado e mais exigente. As normas como ASME Seção IX (QW-461.9) e AWS D1.1 (Tabela 4.1) especificam as faixas de qualificação, e a posição 6G geralmente qualifica o soldador para todas as posições de chapa (1G, 2G, 3G, 4G) e para todas as posições de tubo (1G, 2G, 5G), tanto para soldas de topo (butt welds) quanto para soldas de filete (fillet welds), dentro dos limites de espessura e diâmetro testados. É, portanto, um teste de proficiência completo que atesta a versatilidade e a alta habilidade do soldador.
Resumo Estratégico
A qualificação de soldadores, regida por normas como ASME BPVC Section IX e AWS D1.1, é um pilar da integridade estrutural e da segurança industrial. A posição 6G é reconhecida por sua abrangência. A gestão da validade, conforme QW-322, e os custos associados são fatores críticos para a manutenção da força de trabalho qualificada no Polo Industrial de Manaus.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Rigor técnico em qualificação de soldadores, garantindo conformidade e excelência em processos industriais.
Solutec AM — Engenharia Industrial na Amazônia Legal
Há mais de 12 anos atendemos indústrias, fábricas e obras no Polo Industrial de Manaus e em toda a Amazônia Legal com impermeabilização, inspeção, ensaios não destrutivos e manutenção industrial. Todas as nossas soluções incluem ART emitida por engenheiros CREA-AM e dossiê técnico QA/QC completo.













