Turnaround Industrial: Parada de Manutenção em Tempo Recorde
Aprenda as melhores práticas para executar uma parada de manutenção industrial (turnaround) com agilidade e segurança no PIM.
- Aléxia Perrone|

- 29/05/2025 · Revisado e atualizado em 23/05/2026|
- 9 min de leitura
O turnaround industrial, ou parada de manutenção, requer planejamento detalhado para otimização do tempo de execução. A conformidade com normas como a NR-13 e a aplicação de ensaios não destrutivos (END) são cruciais para a segurança e integridade dos equipamentos, visando a retomada operacional eficiente e a prevenção de falhas futuras.
Turnaround Industrial: Como Executar Parada de Manutenção em Tempo Recorde no PIM
Executar uma parada de manutenção industrial em tempo recorde no Polo Industrial de Manaus (PIM) é essencial para a continuidade operacional. Este aspecto exige planejamento preciso, tecnologia avançada e equipes qualificadas. A Solutec AM otimiza fluxos de trabalho e antecipa falhas, garantindo conformidade regulatória e minimizando o tempo de inatividade.
Diretrizes de Manutenção
Nossa expertise local no PIM é crucial. A região apresenta desafios logísticos únicos e alta demanda por mão de obra especializada. A complexidade dos equipamentos e a pressão por produtividade exigem um planejamento que considere as particularidades climáticas e de infraestrutura. Cada hora de parada representa um custo significativo para a produção.

Alerta Crítico — Riscos da Montagem Sem Conformidade
Risco: Montagem industrial sem ART CREA-AM, sem APR (Análise Preliminar de Risco), sem treinamento NR-35 vigente para trabalho em altura ou içamento de cargas sem plano de rigging gera autuação fiscal (MTE), interdição da obra, perda de cobertura securitária e responsabilidade criminal em caso de acidente (art. 132 do CP).
Solução Solutec AM: ART CREA-AM por engenheiro habilitado, APR documentada, treinamento NR-35/NR-11/NR-10 atualizado, plano de içamento por engenheiro rigger e dossiê QA/QC completo garantem defesa documental e conformidade integral em fiscalizações MTE/IPAAM.
Planejamento Estratégico e Escopo Detalhado
A definição do escopo é o alicerce para o sucesso de qualquer parada de manutenção. Ela vai além da simples listagem de tarefas. É preciso analisar o histórico de falhas, dados de performance dos ativos e requisitos regulatórios.
A elaboração de um Work Breakdown Structure (WBS) detalhado é fundamental. Este WBS desagrega o projeto em pacotes de trabalho gerenciáveis, cada um com objetivos, recursos e prazos claros. Uma definição precisa do escopo minimiza surpresas e evita retrabalhos.
Diretrizes de Manutenção
O planejamento prévio é a espinha dorsal de um turnaround eficiente. Ferramentas como o CPM (Critical Path Method) identificam atividades críticas, cujo atraso impacta o prazo final. A alocação de recursos e o sequenciamento lógico das tarefas são etapas cruciais.
Criar contingências para riscos identificados garante um plano robusto. A simulação de cenários e a revisão técnica asseguram a adaptabilidade a imprevistos. Este aspecto reduz o tempo de inatividade e aumenta a segurança operacional.
O planejamento estratégico de um turnaround no Polo Industrial de Manaus (PIM) exige a integração de requisitos normativos e critérios quantitativos. A conformidade com a NR-13, por exemplo, determina inspeções periódicas em caldeiras e vasos de pressão, com prazos máximos entre 12 e 60 meses, balizando a frequência mínima das paradas.
Normas técnicas setoriais, como ASME Section VIII Div.1 para vasos de pressão e API 510, API 570 e API 653 para inspeções, são fundamentais para o detalhamento do escopo. Elas definem intervalos de inspeção baseados na corrosão medida e na vida útil remanescente, aplicando fatores de segurança usuais de 1,5 a 4.
A ISO 55001 estabelece requisitos para a gestão de ativos, demandando um planejamento de manutenção alinhado ao ciclo de vida e à criticidade dos equipamentos. Além disso, a ABNT NBR 6494 e a NR-18 recomendam fatores de segurança globais ≥ 4 para elementos de sustentação em andaimes metálicos, garantindo a segurança operacional.
Na Amazônia Legal, o escopo deve incorporar condicionantes ambientais das licenças do CONAMA e do IPAAM. Limites de emissões atmosféricas e de efluentes, como DBO < 60 mg/L para lançamentos em corpos d’água de classe 2, são cruciais. Alterações de capacidade instalada podem exigir atualização da Licença de Operação.
Gestão Otimizada de Materiais Críticos no PIM
A gestão de materiais críticos é um desafio frequente em paradas de manutenção. No PIM, a logística de peças e componentes exige planejamento rigoroso. Este aspecto se deve à distância dos fornecedores e à infraestrutura de transporte.
Estratégias essenciais incluem um inventário detalhado e a antecipação de compras com prazos longos. A qualificação de fornecedores locais também é vital. Um sistema de rastreamento garante que o material correto esteja disponível no momento exato, evitando paralisações.
Diretrizes de Manutenção
Para otimizar a gestão de materiais, a Solutec AM utiliza sistemas de gestão de ativos como EAM/CMMS. Eles são integrados à cadeia de suprimentos. Este aspecto oferece uma visão em tempo real do estoque e do status de cada item, facilitando decisões rápidas.
A padronização de componentes e contratos de fornecimento just-in-time com parceiros no PIM reduzem a necessidade de grandes estoques. Este aspecto minimiza os custos de armazenagem. A análise preditiva de consumo de peças, baseada em dados históricos, otimiza o planejamento de aquisições. Quer saber mais sobre como nossas soluções podem otimizar sua operação? Visite nossas soluções.
A gestão de materiais críticos em turnarounds no PIM exige alinhamento com requisitos de segurança e integridade. Materiais como sobressalentes de válvulas e selos mecânicos são identificados por análise de criticidade e curva ABC, conforme a ISO 55001:2024, que preconiza a gestão otimizada de ativos para garantir a continuidade operacional.
Para equipamentos sob pressão, a especificação de materiais deve seguir a ASME Section II e ASME B31.3, que estabelecem limites de composição e propriedades. Em inspeções, espessuras mínimas remanescentes devem atender à ASME VIII Div. 1 e API 510/570, aceitando perdas de até 20-30% da espessura nominal antes de exigir reparo.
A segurança no trabalho é regulamentada pela NR-6, que exige a disponibilidade de EPIs adequados, e pela NR-12 e NR-13. Estas normas impõem que reparos com troca de materiais sejam executados com materiais certificados e rastreáveis, sob responsabilidade técnica de profissional habilitado, conforme a Lei nº 5.194/1966.
Na Amazônia Legal, o armazenamento de químicos e combustíveis críticos deve observar a Resolução CONAMA nº 430/2011 e normas estaduais do IPAAM. Este aspecto garante a contenção secundária e a prevenção de derrames, minimizando impactos ambientais e assegurando a conformidade regulatória durante as paradas.

Mobilização de Mão de Obra Qualificada no PIM
A mobilização de mão de obra qualificada é um grande desafio em paradas de manutenção no PIM. A demanda por especialistas em soldagem, caldeiraria e instrumentação é sazonal e intensa. A Solutec AM mantém um banco de talentos robusto.
Nossos profissionais são certificados e experientes nas normas industriais. Parcerias com instituições de ensino técnico e treinamentos contínuos garantem que nossa equipe esteja sempre atualizada. Este aspecto assegura as melhores práticas e tecnologias.
Diretrizes de Manutenção
Para mobilização ágil, implementamos um processo de recrutamento pré-qualificado. Este aspecto inclui a verificação de certificações como NR-10, NR-13, NR-33 e NR-35. Também aplicamos testes práticos de habilidades.
Equipes multidisciplinares com líderes experientes são cruciais para a coordenação eficaz. Programas de integração e segurança são realizados antes das atividades. Este aspecto alinha todos os colaboradores aos nossos procedimentos e aos requisitos do cliente, minimizando riscos.
A logística de transporte e alojamento para grandes equipes em Manaus é um fator crítico. A Solutec AM planeja a infraestrutura de apoio com antecedência. Este aspecto inclui transporte fretado, alimentação e acomodações seguras.
A proximidade dos locais de trabalho reduz o tempo de deslocamento. Este aspecto aumenta a produtividade da equipe. A gestão eficiente desses aspectos logísticos contribui para a moral da equipe e um ritmo de trabalho acelerado, sem comprometer a qualidade.
Durante a execução, a gestão de desempenho da mão de obra é contínua. Ferramentas de acompanhamento de produtividade e reuniões diárias de alinhamento, as toolbox talks, identificam gargalos rapidamente. A cultura de segurança é constantemente reforçada.
Auditorias e inspeções de campo garantem a conformidade com as normas. A Solutec AM investe em EPIs de alta qualidade e treinamentos específicos para tarefas de alto risco, como trabalho em altura e espaços confinados. Este aspecto assegura um ambiente de trabalho seguro e produtivo.
A seleção e contratação de pessoal para um turnaround no PIM exigem conformidade rigorosa com normas como a NR-01, NR-04 e NR-07. Este aspecto garante que os exames admissionais e a aptidão médica sejam específicos para atividades em áreas classificadas e trabalhos em altura, assegurando a segurança dos colaboradores.
Para atividades especializadas, como trabalho em espaços confinados ou com caldeiras, a comprovação de treinamento é obrigatória. Normas como NR-10 (eletricidade), NR-13 (vasos de pressão) e NR-35 (trabalho em altura) estabelecem cargas mínimas de 8 a 16 horas de treinamento inicial, com reciclagens periódicas e registro formal dos certificados.
A qualificação para equipamentos críticos é balizada por normas como ASME Section VIII para vasos de pressão e API 510 para inspeção. Profissionais legalmente habilitados, registrados no CREA-AM, devem observar tolerâncias de espessura mínima e prazos de inspeção, que tipicamente variam de 2 a 10 anos, conforme a categoria do fluido.
No contexto amazônico, a logística de mobilização de mão de obra deve considerar as particularidades regionais. A geração de resíduos e obras temporárias durante a parada exigem licenciamento ou anuência do IPAAM, em conformidade com resoluções CONAMA nº 01/1986 e nº 237/1997, garantindo a sustentabilidade ambiental do projeto.

Conformidade com NR-13 e Ensaios Não Destrutivos
A conformidade com a Norma Regulamentadora NR-13 é inegociável em paradas de manutenção industrial no PIM. Durante um turnaround, a inspeção de vasos de pressão, caldeiras e tubulações é intensificada. Este aspecto garante a segurança operacional e a integridade dos equipamentos.
A falha em aderir à NR-13 acarreta multas e interdições, além de expor vidas a riscos. Nosso foco é assegurar que cada componente inspecionado atenda aos mais altos padrões de segurança. Mitigamos riscos de acidentes e falhas catastróficas.
Aplicação Normativa
As inspeções de NR-13 durante o turnaround abrangem verificações minuciosas. Incluem inspeções visuais detalhadas para identificar corrosão, trincas e deformações. Realizamos medições de espessura por ultrassom para monitorar a taxa de corrosão.
Este aspecto determina a vida útil remanescente dos equipamentos. Testes hidrostáticos ou pneumáticos são aplicados para verificar estanqueidade e resistência mecânica. A documentação técnica, como prontuários, é revisada para um histórico completo do ativo. Este aspecto permite análise preditiva e identificação de tendências de degradação.
Para complementar a NR-13, os Ensaios Não Destrutivos (ENDs) são indispensáveis. Eles detectam descontinuidades internas ou superficiais sem alterar o material. Métodos como o ensaio por ultrassom (UT) identificam falhas internas, trincas e delaminações em soldas.
O ensaio por líquido penetrante (LP) e por partículas magnéticas (PM) detectam descontinuidades superficiais e subsuperficiais. A aplicação estratégica de ENDs otimiza o tempo de inspeção. Foca-se nas áreas de maior criticidade e potencial de falha.
A Solutec AM utiliza uma gama de ENDs avançados para avaliações assertivas. Técnicas como radiografia digital (DR) e inspeção por correntes parasitas (EC) oferecem diagnósticos precisos em tempo real. A análise termográfica identifica pontos quentes em equipamentos, indicando falhas iminentes.
A integração desses dados em sistemas de gestão de ativos cria um banco de dados robusto. Essa abordagem garante conformidade regulatória e suporta a manutenção preditiva. Este aspecto estende a vida útil dos ativos e otimiza ciclos futuros, resultando em maior confiabilidade e redução de custos.
A conformidade com a NR-13 é crucial para caldeiras, vasos de pressão e tubulações no PIM, abrangendo sistemas de vapor e ar comprimido. Esta norma exige inspeções periódicas, garantindo a integridade mecânica e a segurança operacional dos equipamentos. O não cumprimento pode acarretar em interdições e multas.
Os Ensaios Não Destrutivos (END), como ultrassom para medição de espessura (ABNT NBR NM ISO 16809), são fundamentais. Eles avaliam a corrosão e perda de material, seguindo critérios de aceitação da API 510 e API 570. A aplicação rigorosa destas técnicas previne falhas catastróficas.
Parâmetros quantitativos, como a espessura mínima admissível calculada para a Pressão Máxima de Trabalho Admissível (PMTA), são determinados conforme ASME Section VIII Div. 1. Testes hidrostáticos, com pressões entre 1,3 e 1,5 vezes a PMTA, validam a resistência dos equipamentos. Manômetros devem ser calibrados com erro máximo de ±1,6%.
Válvulas de segurança são reguladas para abertura na PMTA, com variações de ±3% para abertura, conforme práticas ASME/API. Os critérios de aceitação para descontinuidades em END, como líquido penetrante e radiografia, seguem os limites estabelecidos em ASME Section V e ABNT NBR correlatas.

A Solutec AM atende toda a Amazônia Legal a partir de sua base em Manaus, com mobilização de equipes de montagem industrial para Itacoatiara, Parintins, Tefé, Coari, Tabatinga, Humaitá e Porto Velho. Cada operação inclui ART CREA-AM, plano de içamento (PT-AR) e checklists NR-35 como evidência objetiva de conformidade.
Normas Técnicas Aplicáveis
- API 510:2022 — Pressure vessel inspection code
- API 570:2024 — Piping inspection code
- NR-10 — Segurança em instalações e serviços em eletricidade
- NR-11 — Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais
- NR-12 — Segurança no trabalho em máquinas e equipamentos
- NR-13 — Caldeiras, vasos de pressão, tubulações e tanques metálicos
- NR-18 — Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção
- NR-33 — Segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados
Tabela: Hierarquia Normativa em Montagem Industrial
| Categoria | Norma de Referência | Aplicação Solutec AM |
|---|---|---|
| Segurança do Trabalho | NR-10, NR-11, NR-18, NR-33, NR-35 | Treinamento, APR, PT-AR documentadas |
| Estrutural | ABNT NBR 8800, NBR 14931, AWS D1.1 | Estruturas metálicas e concreto |
| Equipamentos Pressão | NR-13, API 510, API 570, ASME IX | Montagem de vasos e tubulações |
| Gestão Integrada | ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 | Qualidade + SMS + Meio Ambiente |
Tecnologia e Segurança na Execução
A aplicação de tecnologias avançadas é crucial para a eficiência e segurança dos turnarounds. Utilizamos softwares de planejamento e monitoramento em tempo real. Drones são empregados para inspeções visuais em locais de difícil acesso, reduzindo riscos e tempo.
A realidade aumentada (RA) e a virtual (RV) também apoiam o treinamento de equipes e a simulação de tarefas complexas. Essas inovações garantem precisão e agilidade em cada etapa do projeto.
Aspectos Críticos de Segurança
A segurança é a prioridade máxima em todas as etapas. Implementamos rigorosos protocolos de segurança, conforme as Normas Regulamentadoras (NRs). Treinamentos contínuos e auditorias sustentam uma cultura de prevenção de acidentes no ambiente de trabalho.
Nossos especialistas estão sempre atualizados com as últimas diretrizes de segurança. Entenda como podemos auxiliar sua empresa com nossa expertise em nosso blog.
A segurança na execução de turnarounds exige conformidade rigorosa com normas. A NR-12 e NR-13 determinam dispositivos de parada de emergência e testes de válvulas de segurança com calibração rastreável, conforme ABNT NBR ISO/IEC 17025. Para espaços confinados, a NR-33 preconiza monitoramento contínuo de O₂ (19,5–23% v/v) e registro eletrônico.
Soluções de localização em tempo real (RTLS) e EPI digital aprimoram a segurança, complementando a NR-06. Tags com botão de pânico e geofencing de áreas classificadas permitem rastreamento de pessoas e ativos. Em ambientes com atmosferas inflamáveis, redes sem fio e dispositivos IoT devem seguir a ABNT NBR IEC 60079-10-1/-14, utilizando equipamentos Ex d/Ex i certificados.
A integridade mecânica é assegurada por inspeções com drones e robôs, seguindo critérios de aceitação de normas como API 510 e ASME Section VIII. Níveis de alerta são ativados a partir de perda de espessura superior a 20% do nominal. Técnicas de manutenção preditiva, como termografia e análise de vibração, são integradas a sistemas de gestão de ativos (CMMS) em conformidade com ABNT NBR ISO 55001.
Na Amazônia Legal, intervenções que afetam emissões atmosféricas, efluentes ou resíduos perigosos devem estar alinhadas às Resoluções CONAMA nº 01/1986 e nº 430/2011. As licenças expedidas pelo IPAAM são cruciais para evitar autuações e responsabilização, conforme a Lei nº 6.938/1981 e a Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Como Reduzir Seus Riscos?
❌ Risco
Ausência de ART CREA-AM: Serviços técnicos sem Anotação de Responsabilidade Técnica violam a Lei nº 6.496/1977 e expõem o contratante a embargos do CREA-AM.
✅ Solução
Toda execução deve incluir ART emitida por engenheiro registrado no CREA-AM, com rastreabilidade do procedimento e materiais empregados.
❌ Risco
Não conformidade normativa: Desvios de normas técnicas (ABNT NBR, ASME, NR, API) comprometem integridade operacional e podem invalidar laudos de inspeção.
✅ Solução
Procedimentos qualificados (PQR) e profissionais certificados garantem conformidade integral às normas aplicáveis ao escopo.
❌ Risco
Rastreabilidade insuficiente: Sem dossiê técnico QA/QC completo, auditorias e manutenções preventivas tornam-se impraticáveis, elevando riscos operacionais.
✅ Solução
Dossiê técnico digital com registros fotográficos, planilhas de campo e laudos assinados por engenheiro responsável.
Perguntas Frequentes
Sobre turnaround parada manutencao industrial pim
P:Qual o intervalo típico entre turnarounds em uma fábrica?
O intervalo típico entre turnarounds em uma fábrica varia significativamente conforme o segmento industrial, a criticidade dos equipamentos e as exigências regulatórias. Em refinarias e plantas petroquímicas, os ciclos de grandes turnarounds geralmente ocorrem a cada 3 a 6 anos. Já em indústrias de menor complexidade, como alimentos e bens de consumo, os intervalos podem ser mais curtos, entre 2 e 4 anos, com escopos de intervenção menos intensivos.\n\nA definição desses intervalos é influenciada por diversas normas técnicas e regulamentações. A NR-13 (Portaria MTE nº 3.214/1978) estabelece prazos para inspeções periódicas de caldeiras e vasos de pressão, que frequentemente demandam paradas programadas. Normas como API 510, API 570 e API 653, amplamente utilizadas, orientam a frequência de inspeções baseadas em risco, impactando diretamente o ciclo de turnaround. Adicionalmente, as NRs 12, 33 e 35 regulamentam a segurança nas atividades de manutenção, incluindo os procedimentos durante as paradas.\n\nA inobservância dos intervalos adequados pode acarretar sérias consequências operacionais e jurídicas. O descumprimento da NR-13 e outras Normas Regulamentadoras pode resultar em autuações, interdição de equipamentos e responsabilização civil e penal, conforme a Lei nº 6.514/1977. No Polo Industrial de Manaus, o clima quente e úmido pode exigir ciclos de inspeção mais conservadores para ativos críticos sujeitos à corrosão, potencialmente reduzindo o intervalo entre turnarounds para garantir a integridade e conformidade ambiental, conforme Resolução CONAMA nº 237/1997.
P:Quanto tempo dura um turnaround típico no PIM?
A duração de um turnaround industrial no Polo Industrial de Manaus (PIM) varia significativamente conforme o escopo dos serviços, a complexidade da planta e as exigências regulatórias. Turnarounds de menor porte, focados em ajustes preventivos e inspeções rotineiras, podem durar de 5 a 10 dias. Paradas completas, que envolvem manutenção pesada e modificações de processo, geralmente se estendem de 15 a 30 dias. Projetos de grande escala, com modificações substanciais na planta, podem demandar de 30 a 60 dias.\n\nA fundamentação normativa para a duração de um turnaround decorre de requisitos de segurança e integridade. A NR-13 (Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações) e a NR-35 (Trabalho em Altura) estabelecem condições para inspeções e intervenções, influenciando o tempo necessário. Normas técnicas como ABNT NBR 15.841 (Inspeção de vasos de pressão) e API 570 (Piping Inspection Code) orientam as atividades de inspeção, enquanto a Resolução CONAMA nº 237/1997 e normas do IPAAM impõem condicionantes ambientais que podem impactar o planejamento e a execução.\n\nPara o gestor industrial no PIM, o dimensionamento do cronograma de um turnaround é crítico para minimizar o lucro cessante e evitar sanções. A inobservância das normas de segurança e ambientais pode resultar em autuações, multas e até suspensão de atividades, conforme a Lei nº 9.605/1998 e a NR-28. A Solutec AM, sediada em Manaus, atende esta demanda em conformidade com as regulamentações aplicáveis, visando a otimização do tempo de parada e a conformidade legal.
P:O que é caminho crítico (CPM) em um turnaround?
O caminho crítico (CPM) em um turnaround industrial é a sequência de atividades que, quando encadeadas logicamente, determina a duração mínima total da parada. Qualquer atraso em uma atividade desse conjunto resulta em um atraso equivalente na data de término do turnaround, pois essas atividades possuem folga total zero. A gestão do CPM monitora essas atividades em tempo real para mitigar riscos de desvio no cronograma.\n\nEmbora não haja uma norma brasileira específica para o termo \"caminho crítico\" em turnarounds, o conceito é amplamente aceito e alinhado com as diretrizes da série ISO 21500/21502 sobre gerenciamento de projetos, como a ISO 21502:2020. Em plantas industriais, o caminho crítico tipicamente abrange etapas como parada, resfriamento, inspeção, manutenção, montagem, teste, comissionamento e partida, conforme boas práticas de engenharia de manutenção.\n\nA inobservância do caminho crítico pode gerar impactos econômicos e operacionais significativos, como atrasos contratuais e custos adicionais de mão de obra e ociosidade de ativos. No Polo Industrial de Manaus, um turnaround prolongado pode comprometer metas de produção assumidas junto à SUFRAMA, impactando os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus. A Solutec AM, sediada em Manaus, aplica metodologias de CPM para otimizar a duração de turnarounds, minimizando esses riscos.
Resumo Estratégico
A execução de um turnaround industrial eficiente exige planejamento estratégico, gestão de materiais e mobilização de mão de obra qualificada. A conformidade com a NR-13 para vasos de pressão e caldeiras, além da aplicação de ensaios não destrutivos conforme ABNT NBR ISO 9712, são fundamentais para a segurança e integridade dos ativos. A tecnologia e a segurança na execução são pilares para a redução do tempo de parada e a minimização de riscos operacionais.
Se você gostou deste artigo, você precisa ler:
📚 Referências Normativas e Técnicas
[1] Lei nº 6.496/1977 — Institui a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)
[2] Resolução CONFEA nº 1.025/2009 — Regulamenta a ART
[3] ABNT NBR ISO 9001:2015 — Sistemas de gestão da qualidade
[4] NR-13 — Caldeiras, Vasos de Pressão, Tubulações e Tanques Metálicos
⚖️ Compromissos Técnicos e Legais
Responsabilidade Técnica (ART): Todos os serviços executados pela Solutec AM são acompanhados de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) emitida por engenheiros registrados no CREA-AM, conforme a Lei nº 6.496/1977 e Resolução CONFEA nº 1.025/2009.
Natureza Informativa: Este artigo tem caráter técnico-consultivo. A aplicação das soluções aqui descritas exige análise individual por engenheiro habilitado, com emissão de ART e projeto executivo adequado às condições específicas de cada obra.
Aléxia Perrone
Engenheira Mecânica
CREA-AM 36950AM · RNP nº 042226912-3
Especialista em construção, montagem e manutenção industrial, com atuação em paradas de manutenção programadas e emergenciais nos segmentos industrial, petroquímico, energético e de infraestrutura. Inspetora de dutos terrestres qualificada e especialista em processos de impermeabilização com geomembranas e geotêxteis. Técnica em Eletrônica Digital e Edificações, possui 9 anos de experiência em gestão da qualidade e de obras, fabricação, soldagem e integridade industrial, com foco em segurança, qualidade e desempenho operacional na região norte.
Engenharia de Manutenção: Rigor Técnico e Conformidade Normativa para a Indústria.
Solutec AM — Engenharia Industrial na Amazônia Legal
Há mais de 12 anos atendemos indústrias, fábricas e obras no Polo Industrial de Manaus e em toda a Amazônia Legal com impermeabilização, inspeção, ensaios não destrutivos e manutenção industrial. Todas as nossas soluções incluem ART emitida por engenheiros CREA-AM e dossiê técnico QA/QC completo.













